Uma vez tive uma experiência que foi além de meu corpo, eu estava nadando, eu me sentia leve, e eu na vida real não sei nadar.
Eu estava junto aos galhos mortos que se encontravam no rio, eles não me tocavam, mas estavam lá no fundo, contrastando com a areia.
Eu estava dentro da água e eu não precisava respirar, eu não precisava me preocupar com o frio, se era dia ou noite, eu não precisava me preocupar com horario, com o relógio e com meus compromisso. Eu era a água, eu era forte, eu era calma, eu era cristalina, eu levava e trazia, eu ia e vinha, nada me parava, nem rocha, nem madeira, nem concreto, nada me parou, eu tinha poder, era só reunir a força dentro de mim. Eu era forte, porém não podia ser contaminada, eu era facilmente suja, se a poluição fosse pouca eu logo a dissipava, se fosse muita eu morria.
Nessa minha experiência, eu queria tanto ter o fogo, ele era tão atraente, eu queria toca-lo, eu queria ter o fogo, mas eu era água, o fogo forte se eu me achegasse nele devagarinho eu evaporaria e sumiria, se eu chegasse derrepente eu iria apaga-lo e assim o perderia! Mas meu espirito queria o fogo, o calor, a luz que ele refletia em mim, na água! Eu poderia chegar na terra, eu entrava na árvore, eu alimentava o vento, mas eu não podia ter o fogo, logo ele que eu tanto queria.
O fogo estava dentro de mim, ele era meu, era algo que tomou conta de mim, ele é o meu amor!
O fogo me teve por inteira, sinto seu toque no meu corpo, queimando onde tocava, me incendiando, o fogo tomando conta do meu ser, me guiando, dentro de mim, pulsando! Sinto o cheiro do fogo, sinto o seu calor, sinto seu toque, eu sinto o fogo, eu lembro do fogo, me lembro de tudo, cada detalhe, cada respiração, cada toque.
Eu lembro do fogo, como se ele tivesse aqui, mas não posso toca-lo, eu me queimo, eu evaporo! O fogo foi meu. Mas quem pode me controlar? Eu sou a água, eu não fico presa, eu derramo, eu pingo, eu fujo!
Eu lembro de fechar os olhos e sentir o fogo me possuindo, eu sentia ele dentro de mim e era tão bom, tão intenso, tão gostoso, era o amor, era assim que se fazia amor, e o que vivi no passado não passou de brincadeira de criança! O fogo foi o primeiro homem que me teve de verdade! Eu via luzes, eu fechava os olhos e ia para longe, para onde o fogo me levava, para algo surreal, eu deixava o fogo refletir em mim a água! Eu ainda quero o fogo, mas tenho que ter paciência, para te-lo, para ter tudo! Para poder conseguir isso eu posso perde-lo, posso feri-lo, magoar ele, deixar ele frio, gelado. Logo eu que só queria ser sua alegria!
" O amor não foi feito para ser destruído por quem, amou! O amor não se destrói assim, por quem sente, por quem vê! O amor não foi feito para ter um fim, nem hoje, nem sempre! Porque não importa que desafios venham a nos separar, sempre encontraremos um caminho de volta para o outro"
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